ESSA É A MATEMÁTICA QUE VIVEMOS!

ESSA É A MATEMÁTICA QUE VIVEMOS!
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Destina-se á todo o público interessado em aprender e ensinar a matemática, tudo isso, relacionando a teoria com o significado das tarefas que realizamos em nosso cotidiano, em uma compra de supermercado, na verificação das horas, nos jogos que brincamos, no calculo simples de quantos familiares possuímos, na ação de fazer uma ligação telefônica ou no simples mudar de canal da TV.

Com base na bibliografia apresentada percebemos que há um grande desafio imposto ao professor quanto ao ensino da matemática, pois ensinar os alunos os significados e as técnicas das operações matemáticas, não garante que esses compreendam e interpretem de maneira significativa os problemas e situações cotidianas de modo a buscar soluções e resolver os mesmos.
Ao aprofundarmos os estudos com base na autora Kamii e termos como referência o livro “O homem que calculava”, de Tahan, destacamos que dentro dessa perspectiva é fundamental que o professor estimule seu aluno a contextualizar a matemática, para que esse invente e reinvente maneiras de solucionar situações-problemas da sua realidade de maneira criativa, diferente do tradicional e ousada.
            Tendo por base as propostas de ensino para a matemática, principalmente nas séries iniciais, percebemos uma grande preocupação com as questões relacionadas aos conceitos numéricos, ou seja, a percepção da resolutividade de situações problemas que partam do cotidiano, por parte do aluno.
             Para Constace Kamii cálculo mental, como modalidade de cálculo, tem recebido pouca atenção, tanto no currículo escolar, quanto pelos educadores em geral. Quando na realidade, as operações de cálculo mental deveriam ser intensificadas, pois facilitam o desenvolvimento de habilidades que favorecem a compreensão do registro do cálculo e da aquisição das técnicas operatórias.
            Porém, no ambiente escolar, essas estratégias não recebem tanto mérito e aproveitamento quanto o do ensino das contas descontextualizadas, ou mesmo da mera decoração da tabuada.
             Kamii afirma que a educação deve promover a autonomia dos estudantes e não seu conformismo e simples obediência às regras. È necessário que o educador crie na sala de aula um ambiente propício para a aquisição de novos conhecimentos, sem que os alunos se sintam pouco a vontade para cometer erros e falarem o que pensam sobre o que foi exposto.
             O ideal, segundo Kamii é considerar que o erro é o caminho para o crescimento, estímulo para o raciocínio e o calculo mental, e assim para a resolução do problema apresentado e descrito.
              O cálculo mental ocorre quando há o uso de estratégias matemáticas e um efetivo conhecimento das quatro operações (adição, subtração, multiplicação e divisão). Assim, a simples atividade de quantificação constitui uma parte inevitável da vida diária, devendo ocorrer no ensino da matemática de forma tranquila, utilizando o concreto para desenvolver noções de divisão, registro sistemático de informações, entre outras situações de aprendizagem.
               Outra atividade muito defendida pela autora é a utilização de jogos variados para o desenvolvimento de estratégias de resolução e uso sistemático das quatro operações matemáticas, promovendo desta forma a aprendizagem de conceitos e não a mera decoração numérica.
                           Quando se trata do trabalho com jogos na matemática, temos que ficar atentos ao fato de que ela exige imaginação, não se pode ensinar matemática de maneira a fazer a criança pensar de apenas uma maneira. Se o jogo passa pelo caminho das regras, ideias, estratégias, previsões, exceções e análise de possibilidades, seu uso deve ser incentivado na escola.
                 Nesta perspectiva, a autora aponta alguns jogos e brincadeiras que aliados a um bom planejamento de aula, ensina muito mais que vãs repetições realizadas há anos nas escolas. Como por exemplo, o jogo com alvos, como bolinha de gude e o boliche, são bons jogos para a contagem de objetos e comparação de quantidades; o jogo de esconder envolve divisão com números, adição e subtração; os jogos de baralho desenvolvem o pensamento lógico e numérico, entre outros citados pela autora.
                  A autora afirma que quando se trata da matemática, temos que ficar atentos ao fato de que ela exige imaginação, não se pode ensinar matemática  fazendo a criança pensar que existe apenas uma maneira correta para a resolução das situações problemas.
Alguns outros autores apresentam técnicas criativas de resolver situações e servem como exemplo e estimulante para que a criatividade seja uma habilidade presente em nós.
Em nossa segunda referência citamos um bom livro como exemplo. Trata-se da obra “O Homem que Calculava” do autor brasileiro, Júlio César de Mello e Souza, mais conhecido pelo heterônimo de Malba Tahan. Este livro conta às aventuras de um homem singular e suas soluções fantásticas para problemas aparentemente insolúveis, ensinando a matemática por meio da ficção, do lúdico e de forma prazerosa, desencadeando situações de aprendizagem diversificadas, vários pontos de vista sobre o mesmo problema.
Dentro da obra o autor apresenta um desafio chamado “quatro quatros”, aonde o objetivo é formar números inteiros (de 1 a 100, exceto o 41) usando apenas o algarismo 4 e operações aritméticas elementares. Por exemplo, para formar o número 3, podemos fazer 3 = (4 + 4 + 4) / 4. (cap. 7), dando ênfase na resolução do problema apresentado e não simplesmente na forma como ele deveria ser resolvido convencionalmente.
Cabe destacar que, nesta obra, o autor chama a atenção dos leitores para o registro do pensamento. Ou seja, há inúmeras formas de resolução das situações, mas estas formas precisam ser registradas de forma lógica para que todos possam comprovar que o resultado é correto para todos. Desta forma, valoriza a sistematização do pensamento lógico matemático, bem como o registro das ideias que são apresentadas para cada situação.
Tanto Kamii quanto Tahan destacam a importância do incentivo ao cálculo mental por meio do pensamento lógico matemático, enfatizando sua utilidade no cotidiano das pessoas, nas situações praticamente rotineiras que a matemática envolve. Possibilitando ao aluno a oportunidade de internalizar conceitos de forma prática e prazerosa, desmistificando a matemática como uma ciência teórica, na qual existem apenas fórmulas complicadas e onde poucos a aprendem efetivamente.



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