ESSA É A MATEMÁTICA QUE VIVEMOS!

ESSA É A MATEMÁTICA QUE VIVEMOS!
Sejam bem-vindos ao blog Matemática para a vida!
Destina-se á todo o público interessado em aprender e ensinar a matemática, tudo isso, relacionando a teoria com o significado das tarefas que realizamos em nosso cotidiano, em uma compra de supermercado, na verificação das horas, nos jogos que brincamos, no calculo simples de quantos familiares possuímos, na ação de fazer uma ligação telefônica ou no simples mudar de canal da TV.
O que são os números?


Qual sua função?

Qual a relação dos números com a história da humanidade?


A história



A noção de número esta  ligada à história da  humanidade.      
Os números foram criados, ao longo da história, diante da necessidade do homem, pois precisavam de uma forma de representar as quantidades.


Contar foi a primeira atividade matemática da Humanidade. À medida que o Homem evoluiu, a Matemática foi sendo necessária: ... ao descobrir o fogo, o homem começou a caçar e a desenhar o que sucedia nas paredes das cavernas;
Aparecem desenhos de animais e traços que indicam contagens (cada traço representa uma coisa. animal, seta, ...).


Quando o homem deixou de ser nômade e passou a ficar mais tempo em um lugar, foi preciso controlar o número de animais que cuidava.



Os pastores soltavam seu rebanho pela manhã e contavam esses animais através de pedrinhas que eram colocadas num saco. Para cada animal, usava-se uma pedrinha.
Ao final do dia, ao buscar o rebanho, os pastores contavam de forma inversa, retirando do saco uma pedrinha para cada animal.

Nessa época existiam outras formas de representação numérica, como nós em cordas ou riscos feitos em ossos e pedras, sendo que cada região utilizava uma forma diferente.


Egípcios


O homem percebeu que precisava de uma forma única de representar essas quantidades, para facilitar o entendimento entre os diferentes povos.
Os egípcios foram um dos primeiros povos a criar um sistema de numeração.

Romanos


Também inventaram uma forma de contar as coisas, ou seja, o seu sistema de numeração, conhecidos como números romanos. Podemos encontrá-los até hoje, sendo usados na escrita dos séculos, em relógios, capítulos de livros, nomes dos papas, etc.


Porém, os números que usamos foram criados pelos indianos, no Norte da Índia, em meados do século V da era cristã. As primeiras inscrições aparecem aproximadamente da forma como escrevemos. Descobriram as posições de se colocar os mesmos para formar os números maiores.

Mas foram os árabes que difundiram essa forma de contagem e por isso ficaram conhecidos como indo-arábicos, através de um grande matemático chamado al-Khwārizmī, que deu o nome aos mesmos de “algarismos”.


E a nossa própria vida está impregnada de matemática: grande parte das comparações que o homem formula, assim como gestos e atitudes cotidianas, sem esquecer que a ciência, a indústria e o comércio nos colocam em permanente contato com o amplo mundo da matemática









As atividades foram realizadas com crianças do 2º ano no Ensino Fundamental
 Idade : 7 anos

Primeiramente, foram colocados alguns ábacos sobre a mesa, em que os alunos puderam observar e manipular para conhecerem o material, em seguida, foi questionado: “Vocês conhecem o ábaco? Já ouviram falar sobre ele? Onde? Pra vocês o que acham que seja o ábaco?” A partir das respostas dadas, falamos um pouco sobre esse objeto respondendo as seguintes indagações: “O que é um ábaco? Para que serve? Qual a sua importância na antiguidade? Quais os tipos?” Entre outras. Em seguida construirmos o ábaco da seguinte maneira:
   Com essas explicações pedimos que os alunos representassem alguns números no ábaco, primeiro apenas com unidade, depois dezena, centena e até unidade de milhar com o objetivo de que eles pudessem compreender e aprender o valor posicional de cada número e facilitasse no momento de fazer os cálculos.
   Ao conseguirem representar os números com auxílio do ábaco, realizamos a adição e subtração para resolução de alguns cálculos com o ábaco, explicando como seriam feitos o processo de adicionar e subtrair. Esse exemplo mostrou como os nossos antepassados faziam os cálculos e também para que eles compreendessem o sistema de numeração decimal além de como fazemos os cálculos atualmente.
   Ao término da atividade retomamos alguns pontos importantes para que os alunos compreendessem o conteúdo trabalhado. 


Perguntas desafiadoras

1) Como é feita a contagem? Como representar cada quantidade?
2) Por qual motivo um colega representou o número proposto de uma forma e o colega de outro?
3) Quantas unidades formam uma dezena? Vamos representa- lá no ábaco?
4) Como será que representamos a dezena,  centena, milhar no ábaco?
5) Como fazer uma conta de adição através do ábaco?
6) Represente o número 1209. Por que a dezena não foi representada por nenhuma bolinha do ábaco?

Resultado da aula

Os alunos disseram não conhecer o ábaco e nunca representaram números e contagem com seu auxílio, assim, demonstraram o tempo todo interesse e dedicação ao realizar as atividades propostas.
No começo ficaram observando atentamente o que a professora explicava e depois desenvolveram todas as atividades naturalmente. Ao longo das atividades os alunos já faziam perguntas e um auxiliava o outro,
assim, representaram números apenas com unidade,dezena centena e dezena de milhar e finalizamos com operações de adição e subtração.

Ao finalizar, a professora perguntou aos alunos se gostaram da aula e de representar e realizar operação com o ábaco? E responderam que foi muito legal e mais fácil aprender com o ábaco, contando a novidade aos seus colegas e com certeza, a alegria e satisfação estavam estampadas no rostinho de cada um, assim, concluímos que a atividades práticas devem estar presentes na sala de aula para que aprendizagem seja significativa e prazerosa.









A palavra ábaco originou-se do Latim abacus, e esta veio do grego abakos. Esta era um derivado da forma genitiva abax (lit. tábua de cálculos). Porque abax tinha também o sentido de tábua polvilhada com terra ou pó, utilizada para fazer figuras geométricas, alguns linguistas especulam que tenha vindo de uma língua semítica (o púnico abak, areia, ou o hebreu ābāq (pronunciado a-vak), areia).
O Ábaco, primeira máquina de calcular da humanidade, foi inventado pelos chineses  conhecendo-se também versões japonêsas, russas e aztecas.


Ábaco dos Nativos Americanos 


          No ábaco dos nativos americanos, ou mesoamericanos, é utilizado um sistema de base 20 e 5 dígitos. Não eram usados para fazer cálculos, e sim para gravar dados numéricos, como varas de registro avançadas. Para os cálculos, era usado uma tábua de contar. O método de utilização dessa tábua era desconhecido até meados de 2001, até que uma explicação para a base matemática desse instrumento foi proposta.
 O ábaco dos nativos americanos, proveniente da cultura asteca, possui também muitos outros nomes, como: nepohualtzintzin ou yupanas (tábua de contar).

Ábaco chinês



O registro mais antigo que se conhece é um esboço presente num livro da dinastia Yuan (século XIV). O seu nome em Mandarim é "Suan Pan" que significa "prato de cálculo". O ábaco chinês tem 2 contas em cada vareta de cima e 5 nas varetas de baixo razão pela qual este tipo de ábaco é referido como ábaco 2/5. O ábaco 2/5 sobreviveu sem qualquer alteração até 1850, altura em que aparece o ábaco do tipo 1/5, mais fácil e rápido.Os modelos 1/5 são raros hoje em dia, e os 2/5 são raros fora da China exceto nas suas comunidades espalhadas pelo mundo.



Ábaco japonês



Por volta de 1600 D.C., os japoneses adotaram uma evolução do ábaco chinês 1/5 e chamado de Soroban. O ábaco do tipo 1/4, o preferido e ainda hoje fabricado no Japão, surgiu por volta de 1930. Uma vez que os japoneses utilizam o sistema decimal optaram por adaptar o ábaco 1/5 para o ábaco 1/4, desta forma é possível obter valores entre 0 e 9 (10 valores possíveis) em cada coluna. O soroban  passou por significativas mudanças até ser obtida a configuração atual. O instrumento de cálculo fora "importado" da China há quase 380 anos, em 1622. Ao Brasil foi trazido pelos primeiros imigrantes, em 1908, ainda em sua versão antiga, mas já modificada do original chinês; em 1953 é introduzido o soroban moderno, utilizado atualmente.

Ábaco Asteca


De acordo com investigações recentes, o ábaco Asteca (Nepohualtzitzin),teria surgido entre 900-1000 D.C. As contas eram feitas de grãos milho atravessados por cordéis montados numa armação de madeira. Este ábaco é composto por 7 linhas e 13 colunas. Os números 7 e 13 são números muito importantes na civilização asteca. O número 7 é sagrado, o número 13 corresponde à contagem do tempo em períodos de 13 dias.

Ábaco Russo


         O ábaco russo, inventado no século XVII, e ainda hoje em uso, é chamado de Schoty). Este ábaco opera de forma ligeiramente diferente dos ábacos orientais. As contas movem-se da esquerda para a direita e o seu desenho é baseado na fisionomia das mãos humanas. Colocam-se ambas as mãos sobre o ábaco, as contas brancas correspondem aos polegares das mãos (os polegares devem estar sobre estas contas) e as restantes contas movem-se com 4 ou 2 dedos.

Ábaco Grego


      Uma tábua encontrada na ilha grega de Salamina em 1846 data de 300 a.C.,fazendo deste o mais velho ábaco descoberto até agora. É um ábaco de mármore de 149 cm de comprimento, 75 cm de largura e de 4,5 cm de espessura, no qual existem 5 grupos demarcações. No centro da tábua existe um conjunto de 5 linhas paralelas igualmente divididas por uma linha vertical, tampada por um semicírculo na intersecção da linha horizontal mais ao canto e a linha vertical única. Debaixo destas linhas, existe um espaço largo com um a rachadura horizontal a dividi-los. Abaixo desta rachadura, existe outro grupo de onze linhas paralelas, divididas em duas secções por uma linha perpendicular a elas, mas com o semicírculo no topo da intersecção; a terceira, sexta e nona linhas estão marcadas com uma cruz onde se intersectam com a linha vertical.


Ábaco Romano



O método normal de cálculo na Roma antiga, assim como na Grécia antiga,era mover bolas de contagem numa tábua própria para o efeito. As bolas de contagem originais denominavam-se calculi. Mais tarde, e na Europa medieval, os jetons começaram a ser manufaturados. Linhas marcadas indicavam unidades, meias dezenas, dezenas, etc., como na numeração romana. O sistema de contagem contrária continuou até à queda de Roma,assim como na Idade Média e até ao século XIX, embora já com uma utilização mais limitada.

Versão moderna de um ábaco



Até hoje, os ábacos são fabricados e usados em transações comerciais. Não só por tradição como também por ser um meio altamente eficiente de executar operações matemáticas.

Usos pelos deficientes visuais

        Um ábaco adaptado, inventado por Helen Keller e chamado de Cranmer, é ainda utilizado por deficientes visuais. Um pedaço de fabrico suave ou borracha é colocado detrás das bolas para não moverem inadvertidamente. Isto mantém as bolas no sítio quando os utilizadores as sentem ou manipulam. Elas utilizam um ábaco para fazer as funções matemáticas multiplicação, divisão, adição, subtração, raiz quadrada e raiz cúbica.
Embora alunos deficientes visuais tenham beneficiado de calculadoras falantes, o uso do ábaco é ainda ensinado a estes alunos em idades mais novas, tanto em escolas públicas como em escolas privadas de ensino especial. O ábaco ensina competências matemáticas que nunca poderão ser substituídas por uma calculadora falante e é uma ferramenta de ensino importante para estudantes deficientes visuais. Os estudantes deficientes visuais também completam trabalhos de matemática utilizando um escritor de Braille e de código Nemeth (uma espécie de código Braille para a matemática), mas as multiplicações largas e as divisões podem ser longas e difíceis. O ábaco dá a estudantes deficientes visuais e visualmente limitados uma ferramenta para resolver problemas matemáticos que iguala a velocidade dos seus colegas sem problemas visuais utilizando papel e lápis. Muitas pessoas acham esta uma máquina útil durante a sua vida.


            A construção do conceito de número na aprendizagem é fundamental para garantir um bom desenvolvimento da matemática na vida escolar dos alunos.
            Tal afirmação é considerada pelo fato da leitura e escrita dos números estarem por toda parte, em jornais, revistas, livros, anúncios, jogos, etc., e serem necessárias para a vida dos indivíduos em sociedade. Em um contexto geral é perceptível às dificuldades que os alunos do ensino fundamental possuem em relacionar o conteúdo da matemática de maneira significativa para sua vida.
            Quando uma criança está no processo inicial da construção do conceito e numero, o professor mediador desse processo deve criar possibilidades de intervenções para haver a aprendizagem.
            Um exemplo disso é que através das experiências de quantidades o aluno começa a construir sua lógica sobre os números podem representar a quantidade de alunos da classe, de lápis de cor, de alunos da escola, de ruas do bairro etc. Desta forma e dentro de cada faixa etária a matemática em seu conceito de numero deve ser aprendida com exemplos próximos a realidade do aluno.
            Outro exemplo são os recursos didáticos que facilitam a compreensão dos números (composição, decomposição, sistema decimal, valor e operação), o ábaco, material dourado, calendário, tabela de numero, palitos de fósforos e sorvete, bingo, etc.
            Mas, por outro lado o professor também de forma lúdica deve criar com os recursos disponíveis situação de aprendizagem, como por exemplo elaborar um mercado, onde o aluno se vê em uma situação real de preço/ dinheiro. (Quanto custa? / Quanto possuo?).
            Enfim para haver a compreensão do conceito de número, o professor é um ator principal e deve através de suas estratégias de ensino criar situações problemas, questionar, confrontar, debater sobre as relações que os alunos fazem sobre o conteúdo matemático. Assim através dessas intervenções superar as hipóteses iniciais das crianças sobre conceito de numero tanto de forma oral quanto no uso que faz em sua vida cotidiana.
 
         Júlio César de Mello e Souza  (Rio de Janeiro, 6 de maio de 1895  Recife, 18 de junho de 1974), mais conhecido pelo heterônimo de Malba Tahan, foi um escritor e matemático brasileiro. Através de seus romances foi um dos maiores divulgadores da matemática no Brasil.
         Ele é famoso no Brasil e no exterior por seus livros de recreação matemática e fábulas e lendas passadas no Oriente, muitas delas publicadas sob o heterônimo/pseudônimo de Malba Tahan.
         Seu livro mais conhecido, O Homem que Calculava, é uma coleção de problemas e curiosidades matemáticas apresentada sob a forma de narrativa das aventuras de um calculista persa à maneira dos contos de Mil e Uma Noites.
         Monteiro Lobato classificou-a como: "… obra que ficará a salvo das vassouradas do Tempo como a melhor expressão do binômio ‘ciência-imaginação. ’" Júlio César, como professor de matemática, destacou-se por ser um acerbo crítico das estruturas ultrapassadas de ensino. "O professor de Matemática em geral é um sádico. — Denunciava-o. — Ele sente prazer em complicar tudo." Com concepções muito à frente de seu tempo, somente nos dias de hoje Júlio César começa a ter o reconhecimento de sua importância como educador.